Eu escrevo mais quando estou confusa e quero captar a verdade de mim mesma, quando estou com sentimentos intensos e tenho que expressar de alguma forma. Falar me parece tão pouco, por que me parece que as palavras, as vezes se perdem no ar e o que foi dito vai para alguma memória depois quase inacessível, mas se escrevo ficam como que eternizadas. As vezes de algumas coisas que escrevo nascem poesias, cheias de símbolos e segredos, e cada vez que as releio descubro algo não percebido antes, algo novo de mim mesma. Não sei a as palavras estavam lá todo tempo expressando aquilo, se eu amadureço a sensibilidade e passo a captar o que parecia escondido, ou se eu que mudo e as interpreto de forma diferente. O que escrevo as vezes parece um código provindo do meu íntimo, uma forma de comunicação entre o inconsciente e o consciente. E usar esta ferramenta, escrever é muito útil para minha auto descoberta, e ler e reler, mostra-me a minha tranformação. Ler o que os outros escrevem me faz sentir parte do mundo, e perceber o quanto cada pessoa é um universo infinito e também em eterna tranformação, mas não um universo solitário, percebo isto quando lêem o que escrevo e se identificam, há ligação entre os universos íntimos de todos, mas quando não se identificam e comentam suas diferentes percepções sobre o tema, percebo o quanto cada ser humano com suas diferentes percepções completam uns aos outros.
Afe Maria...rsrsrs... já estou viajando aqui mesmo, se não me ligo antes, não paro mais...rsrsrs
Um abraço pra todos da comunidade.
15:37 - 03/12/2005
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